Gestão do NegócioCapital de giro: o que é e como calcular?
Tire suas dúvidas sobre capital de giro e saiba como acessar esse recurso para ampliar as finanças da sua empresa.

Estar no comando das finanças de uma empresa pode ser algo bastante desafiador. Por essa razão, algumas métricas, como o payback, são utilizadas para facilitar a tomada de decisão por parte de empreendedores e investidores.
Esse desafio se intensificou ainda mais após o período de pandemia. Segundo dados do Portal R7, no Brasil, no ano de 2023, foi registrado o fechamento de quatro empresas por minuto, sendo a maioria micro e pequenas empresas.
Apesar de alarmante, esse número reflete os desafios enfrentados pelas empresas em meio a crises econômicas e outros fatores. Por isso, é necessário estar por dentro de ferramentas e métricas financeiras que ajudem a tomar decisões mais informadas e estratégicas.
A seguir, falaremos um pouco mais sobre payback, uma importante métrica para os empreendedores. Acompanhe:
O payback é um indicador financeiro que representa o tempo necessário para recuperar o investimento inicial por meio dos fluxos de caixa gerados pelo projeto.
Em outras palavras, ele mostra quanto tempo um projeto ou investimento levará para “se pagar” ou para retornar/recuperar o valor investido inicialmente.
Assim, por meio desse cálculo, é possível identificar qual é o período necessário para que o lucro acumulado se iguale ao investimento inicial.
Dessa forma, o resultado do cálculo do payback é obtido em unidades de tempo, seja em dias, meses ou anos.
Por exemplo, quando um empreendedor diz que que o payback de um projeto é de 3 anos, significa que o projeto levará 3 anos para gerar fluxos de caixa suficientes para cobrir o investimento inicial. Ou seja, após esse período, o projeto começará a gerar lucro líquido.
Nesse sentido, o payback é usado principalmente por empreendedores e investidores. Ambos utilizam o indicador para analisar a viabilidade de um investimento de acordo com seu prazo de retorno, mas com intuitos diferentes.
O empresário quer saber em quanto tempo conseguirá recuperar o dinheiro investido em um novo equipamento, implementação de uma tecnologia ou abertura de uma nova filial, por exemplo.
Dessa forma, com a ajuda desse cálculo, ele consegue avaliar se vale a pena esperar pelo retorno e seguir com o projeto ou se vai demorar muito para recuperar o custo, a ponto de comprometer seu caixa.
Já o investidor, utiliza o payback para determinar o risco associado a um investimento. Assim, ao conhecer o resultado do cálculo, o investidor pode decidir se o retorno esperado no tempo estimado é compatível com sua margem de risco e metas financeiras.
Investimentos com paybacks mais curtos são geralmente preferidos, pois reduzem o período em que o capital está exposto a incertezas e permitem reinvestir os ganhos mais rapidamente.
Além dos exemplos anteriores, calcular o payback também pode ser útil para:
Quando você tem várias opções de investimento, o payback permite compará-las com base no tempo de retorno. Em síntese, ele ajuda a escolher a alternativa mais vantajosa em termos de liquidez.
Além disso, o payback também pode ser usado para avaliar o risco associado a um projeto.
Afinal, quanto mais rápido o retorno, menor o risco de não recuperar o investimento.
O cálculo oferece uma base para o planejamento financeiro e a alocação de recursos, permitindo que gestores planejem fluxos de caixa futuros e determinem a viabilidade de novos projetos.
Por fim, o payback também é utilizado para decidir quando descontinuar um projeto que não está gerando retornos rápidos o suficiente.
Existem dois tipos de payback amplamente utilizados para avaliar a viabilidade de investimentos. São eles:
Também conhecido como payback contábil, o payback simples aponta o tempo necessário para recuperar o valor de um investimento. Ele é rápido e mede o grau de risco do investimento, o que é muito útil e importante em casos de tomadas de decisão urgentes.
Contudo, esse indicador não leva em consideração o valor do dinheiro no tempo, ignorando o impacto da inflação e dos juros.
Além disso, ele também não considera fluxos de caixa que ocorrem após o período de payback.
Embora seja muito parecido com o item anterior, o payback descontado é mais preciso. Isso porque ele utiliza uma taxa de desconto para considerar o valor do dinheiro no tempo.
No entanto, trata-se de um cálculo mais complexo. Portanto, requer mais atenção e a determinação de uma taxa de desconto adequada.
Aprenda a calcular o payback simples e descontado com base na explicação a seguir:
Payback simples = Investimento inicial / Ganhos no período
Se você, empreendedor, investiu R$ 30.000 em uma tecnologia que gera um retorno mensal de R$ 2.000, o payback simples seria:
Payback simples = 30.000 / 2.000
Payback simples = 15 meses
Payback descontado = Investimento inicial / Fluxo de caixa descontado
Aqui, a aplicação é um pouco mais trabalhosa. Afinal, o cálculo descontado faz a correção monetária necessária para cada situação específica.
Portanto, é necessário integrar dois conceitos fundamentais ao cálculo. São eles:
Sendo assim, para calcular o VPL temos uma nova fórmula que deve ser incorporada à equação anterior:
Valor descontado = Fluxo de caixa / (1 + TMA)¹
Imagine que a sua empresa tenha um fluxo de caixa de R$ 30.000 e uma TMA de 15%. Nesse caso:
Valor descontado = 30.000 / (1 + 0,15)¹
Valor descontado = 30.000 / (1,15)¹
Valor descontado = 26.086,95 (aproximadamente)
Em seguida, suponha que o investimento inicial nesse projeto tenha sido de R$ 90.000:
Payback descontado = 90.000 / 26.086,95
Payback descontado = 3,45
Ou seja, o valor do payback descontado é de cerca de 3 anos e meio.
No Brasil, o payback de uma empresa se relaciona ainda com outros indicadores financeiros que ajudam a avaliar a viabilidade e a rentabilidade de projetos e investimentos. Entre os mais utilizados estão:
A TIR é a taxa de juros que faz com que o Valor Presente Líquido (VPL) de todos os fluxos de caixa de um projeto seja igual a zero.
Em outras palavras, é a taxa de retorno esperada que torna o investimento neutro em termos de valor presente.
Ela está relacionada ao payback, pois ambos avaliam a viabilidade de um investimento.
Já o ROI é uma métrica financeira que avalia a eficiência de um investimento ou compara a eficiência de vários investimentos. Ele mede o retorno gerado em relação ao custo do investimento.
É o payback que mede quando esse retorno ocorrerá.
Você já viu como é importante ter uma boa e sólida gestão de fluxo de caixa, certo? Então livre-se das planilhas e conte com a ajuda de um sistema de fluxo de caixa simples e automatizado.
Com o GestãoClick, você pode controlar todas as movimentações financeiras da sua empresa de forma simples e eficiente. E o melhor de tudo: em poucos cliques.
O nosso sistema de fluxo de caixa oferece:
Teste o GestãoClick gratuitamente por dez dias e revolucione a gestão de fluxo de caixa da sua empresa em poucos cliques.
E se você gostou deste conteúdo, não deixe de ficar de olho em todas as publicações do Blog da GestãoClick.
Conteúdo produzido pela equipe editorial da GestãoClick.
Emita suas notas fiscais sem complicação
NF-e, NFS-e e NFC-e em um só lugar, com suporte de verdade.
Gestão do NegócioTire suas dúvidas sobre capital de giro e saiba como acessar esse recurso para ampliar as finanças da sua empresa.
EstoqueVeja como organizar a operação de uma assistência técnica que já funciona: fluxo de OS, controle de peças, prazos com o cliente e financeiro em ordem.
FinanceiroLojas de roupas sem sistema perdem R$ 1.700/mês em shrinkage, retrabalho e erro de caixa. Veja o cálculo com números reais antes de decidir.