ERP e SistemaComo controlar contratos recorrentes no GestãoClick: guia de configuração
Entenda por que contratos recorrentes sem controle geram perda de faturamento e veja como organizar isso no GestãoClick.

O caixa não bate no final do dia, e a resposta mais comum na loja é “deve ter sido troco errado”. Ninguém sabe apontar exatamente onde ficou a diferença, porque a conferência foi feita correndo, no meio do movimento de fechar a loja.
Isso é mais comum em varejo com atendimento de balcão do que em negócios sem caixa físico, porque o volume de dinheiro que passa de mão em mão durante o dia é maior. Geralmente também existe mais de um operador se revezando no caixa ao longo do dia, cada um com o próprio turno.
Sem uma rotina clara de conferência, cada diferença de caixa vira um mistério que ninguém resolve, e o problema se repete todo santo dia. Se você quer entender o que é fechamento de caixa e por que ele importa antes de entrar no passo a passo, esse é o ponto de partida.
Por isso, neste artigo, você vai ver o passo a passo real de fechamento de caixa dentro do GestãoClick, incluindo sangria, reforço, o que realmente entra na conferência da gaveta, e como identificar de onde vem a diferença quando o caixa não bate.
Vem com a gente!
Fechamento de caixa no varejo é o processo de conferir o dinheiro físico e outros valores recebidos durante o dia, comparar com o que o sistema esperava, corrigir diferenças com sangria ou reforço, e encerrar o caixa de forma definitiva. No GestãoClick, esse fluxo acontece em Financeiro > Opções auxiliares > Caixas, ou direto no PDV, em Operações do PDV.
O fechamento de caixa no varejo tem uma rotina própria porque envolve mais dinheiro físico circulando, mais de um caixa aberto ao mesmo tempo, e trocas de operador durante o expediente. Um negócio sem caixa físico não lida com nenhuma dessas 3 variáveis.
Quando o cliente paga na loja, boa parte do dinheiro passa fisicamente pela gaveta do caixa, seja em espécie ou em outros valores que também exigem conferência manual, como cheque ou vale. Isso é diferente de uma venda só online, onde o dinheiro nunca chega a ficar guardado numa gaveta.
Quanto mais dinheiro físico circula, maior o espaço pra erro de troco, nota trocada ou contagem errada no fechamento.
Em horário de pico, é comum ter mais de um caixa aberto ao mesmo tempo, cada um com seu próprio operador. Cada caixa precisa da própria conferência, separada dos demais, senão fica impossível saber qual operador está com a diferença.
Fechar todos os caixas juntos, sem separar por operador, esconde exatamente a informação que ajudaria a resolver o problema.
Também é comum um vendedor assumir o caixa no meio do expediente, quando outro sai pro almoço ou termina o turno. Essa troca, quando acontece sem um controle claro, dificulta saber quem estava com o caixa no momento em que surgiu uma diferença.
Separar isso corretamente é o que vamos ver mais adiante, quando falamos de fechamento com mais de um operador.
Antes de fechar o caixa, é preciso ter aberto um caixa no início do turno. Por isso, confira como funciona o sistema de PDV do GestãoClick se você ainda não tem esse fluxo rodando.
Ao longo do dia, 2 ferramentas ajudam a manter esse caixa alinhado com a realidade: a sangria e o reforço.
Veja como funciona!
Antes de tudo, é preciso entender o que são esses conceito:
Usar sangria e reforço durante o expediente, em vez de só no fechamento, evita que pequenos ajustes se acumulem e virem uma diferença grande e difícil de explicar no final do dia. Se quiser se aprofundar nesse ponto, veja sangria e suprimento de caixa no controle de PDV do GestãoClick.
Faça o fechamento de caixa em 5 passos, do acesso ao menu até a confirmação final. Veja o controle de vendas e PDV do GestãoClick pra entender onde esse fluxo se conecta com o restante da operação.
O fechamento pode ser feito por 2 caminhos:
Os 2 caminhos levam ao mesmo caixa aberto que precisa ser fechado.
Visualize e, se quiser, imprima o resumo do caixa antes de contar a gaveta. Esse resumo mostra o valor que o sistema espera encontrar, considerando tudo que foi registrado durante o turno.
Se a contagem física não bater com o valor esperado, corrija com sangria ou reforço antes de seguir. Fazer esse ajuste nesse momento, com o caixa ainda aberto, é o que permite ao sistema calcular um valor de fechamento coerente com o que está de fato na gaveta.
Feche o caixa e confira o valor calculado e bloqueado pelo sistema. O fechamento é definitivo: ele registra data e hora, não aceita novas movimentações depois, e não existe opção de reabrir um caixa já fechado.
Além disso, não existe fechamento cego nem edição manual do saldo depois de fechado, então qualquer ajuste precisa ser feito antes desse passo.
Na própria tela de confirmação do fechamento, marque se quer gerar também o lançamento de pagamento correspondente no financeiro, e confirme. Essa opção é opcional e depende de como sua empresa organiza o lançamento financeiro do dia.
De maneira geral, entram na conferência da gaveta o dinheiro em espécie, cheque e vales, como alimentação, refeição, presente ou combustível.
Já no sentido contrário, não entram cartão, Pix, boleto ou transferência, mesmo aparecendo nos demonstrativos do dia.
Entenda melhor com a gente cada um dos casos.
Dinheiro, cheque e vale entram porque são valores físicos, guardados de fato dentro da gaveta do caixa. Contar cada um desses itens faz parte da conferência física do fechamento.
Cartão, Pix, boleto e transferência não entram na conferência física porque o dinheiro nunca chega a ficar guardado na gaveta. Ele vai direto para a conta bancária vinculada à maquininha ou à chave usada. Esses valores aparecem nos demonstrativos do dia, mas não fazem parte da contagem manual do caixa.
Misturar esses 2 tipos de valor na hora de contar a gaveta é uma fonte comum de confusão, e vamos voltar nesse ponto nos erros comuns mais adiante.
Quando o caixa não bate, o primeiro passo é descobrir em qual tipo de valor está a diferença, e não sair contando tudo de novo do zero.
Confira melhor com a gente como fazer isso de maneira segura e eficiente!
Diferença no dinheiro físico normalmente vem de troco errado, nota que não foi contada, ou sangria e reforço que não foram registrados no sistema no momento em que aconteceram. Recontar a gaveta, comparando com o resumo do caixa, ajuda a isolar se o problema está aqui.
Diferença no cartão ou no Pix costuma vir de uma venda lançada com a forma de pagamento errada, ou de uma cobrança que não foi de fato confirmada na maquininha ou no aplicativo do banco.
Como esses valores não passam pela gaveta, a conferência aqui é feita comparando o extrato da maquininha ou do Pix com o que o sistema registrou.
Uma venda só entra no caixa quando é lançada no financeiro, com o caixa aberto no momento da confirmação, e a conta baixada. Ela entra no caixa de quem confirmou o pagamento, não necessariamente no caixa do vendedor que atendeu o cliente.
Vendas a prazo só entram no caixa quando a conta é baixada, não no momento da venda. Trocas ou devoluções não estornam o caixa automaticamente: se houver devolução de dinheiro físico ao cliente no balcão, o operador precisa registrar uma sangria pra acertar o saldo da gaveta.
Com a gente, o caixa é individual e pertence ao funcionário selecionado no momento da abertura, na respectiva loja. Usuários com a permissão adequada podem abrir o caixa em nome de outro funcionário.
Durante o expediente, os recebimentos entram no caixa aberto do usuário logado que confirmar a operação, não no caixa do vendedor informado no pedido, e cada ação pode ter uma permissão própria dentro do sistema.
Permissão granular é poder liberar ações específicas pra cada funcionário separadamente, em vez de dar acesso total ou nenhum acesso. No GestãoClick, dá pra definir quem pode abrir caixa, fechar caixa, fazer sangria, fazer reforço, acessar caixa de outro operador, visualizar ou imprimir, tudo de forma independente.
Sangria, reforço e fechamento exigem que o caixa esteja aberto para acontecerem, então essas permissões só fazem efeito dentro de um turno já iniciado.
Cada venda fica registrada no caixa de quem confirmou o pagamento no financeiro, não necessariamente no caixa do vendedor que atendeu o cliente. Isso importa quando mais de uma pessoa participa do mesmo atendimento, porque a diferença de caixa aparece pro operador que confirmou, não pra quem vendeu.
Como cada caixa pertence ao funcionário selecionado na abertura, a troca de operador exige o encerramento do caixa de quem sai e a abertura de um novo caixa pelo próximo operador. O mesmo vale pra quem opera mais de uma loja: cada loja fecha o próprio caixa separadamente, seguindo a mesma lógica de permissões vista aqui.
Se a rotina de troca de turno ou de multi-loja da sua empresa tiver uma particularidade específica, vale confirmar com o suporte do GestãoClick antes de definir o processo final.
Todo o fluxo que você viu até aqui, abertura, sangria, reforço, fechamento e permissão por operador, funciona dentro do mesmo sistema, sem precisar cruzar informação entre uma ferramenta de vendas e outra de controle de caixa.
Pense numa loja com 2 operadoras no mesmo dia. Ana abre o caixa de manhã com um reforço de troco. Durante o dia, ela faz 1 sangria porque o valor em espécie passou do limite seguro pra manter na gaveta. No fim do turno de Ana, Beatriz abre um novo caixa pra assumir a tarde. No fechamento do caixa de Ana, o sistema mostra o valor esperado considerando as vendas, a sangria e o reforço registrados, e a conferência física bate com esse número.
Se não batesse, o primeiro lugar pra olhar seria o registro de sangria e reforço do dia, não a lista de vendas inteira desde a abertura.
Pergunte-se, antes de fechar o caixa:
Se a resposta for “não” pra qualquer uma dessas perguntas, resolva isso antes de seguir pro fechamento definitivo.
Com o sistema de PDV completo do GestãoClick, abertura, sangria, reforço e fechamento ficam registrados no mesmo lugar, com permissão separada por operador. Se você ainda está decidindo qual ferramenta usar, veja também como escolher uma frente de caixa antes de migrar do processo manual.
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Mesmo com o processo certo, alguns hábitos de uso acabam gerando diferença de caixa sem necessidade.
Fechar o caixa antes do fim do expediente, achando que o movimento já acabou, impede novas vendas de entrarem naquele caixa. Como o fechamento é definitivo, isso obriga a abrir um novo caixa pro resto do turno, o que complica a conferência no final do dia.
Confirmar que o expediente realmente terminou antes de fechar evita esse retrabalho.
Não existe opção de reabrir um caixa depois de fechado. Se uma venda for esquecida antes do fechamento, ela precisa entrar num caixa novo, não no que já foi encerrado.
Por isso, vale conferir se sobrou alguma venda pendente antes de confirmar o fechamento, não depois.
Contar valores de cartão ou Pix junto com o dinheiro físico da gaveta é um erro comum, porque esses valores nunca estiveram ali de fato. Isso faz a conferência física parecer errada quando, na verdade, o problema é só de comparação entre grupos de valores diferentes.
Separar dinheiro físico de valores eletrônicos antes de comparar com o esperado evita esse alarme falso.
Você faz o fechamento de caixa de uma loja conferindo o dinheiro físico e outros valores da gaveta, comparando com o valor esperado pelo sistema, corrigindo diferenças com sangria ou reforço, e encerrando o caixa de forma definitiva. No GestãoClick, esse fluxo fica em Financeiro, Opções auxiliares, Caixas, ou direto no PDV, em Operações do PDV.
O valor esperado é o fundo de troco inicial, mais as entradas em dinheiro baixadas, mais reforços, menos sangrias. O GestãoClick calcula esse valor automaticamente a partir do que foi registrado durante o turno, então você não precisa somar isso manualmente.
Uma venda só entra no caixa quando é lançada no financeiro com o caixa aberto e a conta baixada. Se a venda foi feita a prazo e ainda não foi baixada, ou se foi confirmada em outro caixa, ela não vai aparecer no caixa que você está fechando.
Quando falta dinheiro, registre uma sangria com o valor da diferença, pra manter o sistema alinhado com o que está fisicamente na gaveta, e depois investigue a causa, revisando trocos e lançamentos do dia. Diferenças pequenas e recorrentes costumam vir de erro de troco, não de um problema maior.
Não. O fechamento é definitivo e não aceita novas movimentações depois de confirmado. Qualquer venda ou ajuste esquecido precisa entrar num caixa novo.
As permissões de sangria, reforço, abertura e fechamento são configuradas de forma separada para cada funcionário, então você libera só as ações que fazem sentido pro papel de cada operador dentro do caixa.
Se você também administra o fluxo de caixa mais amplo da empresa, veja a diferença entre fluxo de caixa e fechamento de caixa pra não confundir os 2 controles.
Conteúdo produzido pela equipe editorial da GestãoClick.
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