Reforma Tributária7 coisas que um ERP faz pela sua empresa na Reforma Tributária
Reforma Tributária já começou a impactar empresas. Veja como um ERP pode evitar erros fiscais, retrabalho e perda de dinheiro.

A Reforma Tributária aprovada em 2025 trouxe mudanças profundas no sistema de tributos brasileiros, especialmente na forma como as empresas recolhem impostos sobre o consumo.
Entre os pontos centrais está o fim do Programa de Integração Social (PIS), que hoje incide sobre a receita das organizações.
Com a Lei Complementar nº 214/2025, tanto o PIS quanto a Cofins serão gradualmente substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), um tributo federal de caráter mais simples e uniforme.
A Receita Federal já publicou normas complementares, como a Instrução Normativa nº 2.264/2025, que ajusta regras de apuração e fiscalização, preparando o terreno para a transição.
Pesquisas recentes reforçam a dimensão desse impacto: um levantamento da PwC Brasil mostra que mais de 80% das empresas acreditam que a reforma terá efeitos imediatos e significativos em suas operações.
Na contramão disso, um estudo da V360 aponta que 72% das companhias de médio e grande porte ainda não possuem um plano estruturado para se adaptar às novas exigências.
Nesse sentido, é importante adiantar-se e estar sempre atento às mudanças propostas pela Reforma para garantir conformidade tributária e estar sempre um passo à frente da concorrência.
A seguir, nos aprofundaremos em mais detalhes sobre o PIS e todas as mudanças pelas quais ele passará no contexto da nova Reforma Tributária.
Aproveite a leitura!
Criado na década de 1970, pela Lei Complementar nº 7/1970, o Programa de Integração Social ‒ ou PIS como ficou conhecido popularmente ‒, nasceu com o intuito de aproximar os trabalhadores da iniciativa privada do crescimento das empresas, garantindo, ao mesmo tempo, recursos destinados a políticas sociais.
Em outras palavras, isso significa que ele foi criado com a finalidade de financiar benefícios sociais, como o seguro-desemprego e o abono salarial, além de contribuir para o custeio da Previdência Social.
Na prática, ele funciona como uma contribuição que incide sobre a receita das empresas, garantindo recursos para políticas públicas voltadas ao trabalhador.
O PIS “anda de mãos dadas” com o PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público).
Ambos foram criados na mesma época, com objetivos semelhantes: assegurar que trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos tivessem acesso a benefícios sociais e participassem do desenvolvimento econômico do país.
No entanto, existe uma diferença essencial entre eles: o PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), criado pela Lei Complementar nº 8/1970, é voltado para servidores e empregados do setor público (União, Estados, Municípios e estatais).
Com o tempo, os dois programas foram unificados em um fundo comum, mas a forma de arrecadação continuou diferenciada.
No modelo tributário atual, o PIS é pago pelas empresas privadas.
Contudo, a base de cálculo e a alíquota dependem do regime tributário em que a empresa se encontra. Existem dois modelos principais:
Portanto, o PIS incide diretamente sobre a receita bruta das empresas.
O PIS, junto com a Cofins, é considerado um dos tributos mais complexos do sistema brasileiro.
O motivo é que as diferentes regras de cálculo, regimes e exceções geram insegurança jurídica e aumentam a burocracia para as empresas.
Por essa razão, a Reforma Tributária busca simplificar esse cenário, extinguindo o PIS e a Cofins e substituindo-os pela CBS.
Essa mudança pretende reduzir a sobreposição de normas, uniformizar a tributação sobre consumo e tornar o sistema mais transparente, aproximando o Brasil de modelos internacionais de imposto sobre valor agregado.
📖 Saiba mais: Reforma Tributária: todas as perguntas respondidas
Com a aprovação da Reforma Tributária (EC 132/2023), o Brasil está migrando para o sistema de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), modelo usado internacionalmente.
Para respeitar o Pacto Federativo (a autonomia da União, Estados e Municípios), optou-se pelo IVA Dual.
Ou seja, o sistema tributário brasileiro será dividido em dois tributos principais:
Com essa estrutura, o PIS deixa de existir como contribuição isolada e passa a compor um sistema integrado, mais alinhado às práticas internacionais.
A ideia é que as empresas tenham menos custos com burocracia e maior previsibilidade na apuração de tributos.
Como dito anteriormente, a Reforma Tributária aprovada em 2023 trouxe uma reestruturação completa na forma como o Brasil tributa o consumo.
Toda essa reformulação inclui mudanças diretas no PIS, um imposto que possui regras complexas e diferentes modalidades de apuração.
Segundo o cronograma completo da Reforma, o PIS será gradualmente substituído por um novo modelo de contribuição até ser completamente extinto.
O PIS, da forma que conhecemos hoje, como contribuição isolada, deixará de existir.
Ele será extinto e incorporado à nova estrutura tributária voltada ao consumo.
Em síntese, isso significa que não haverá mais recolhimento do PIS isoladamente: sua função será, portanto, absorvida por um tributo mais amplo, com regras mais padronizadas e menos exceções.
Dessa maneira, para substituir o PIS e a Cofins, a Reforma cria a CBS.
Essa nova contribuição segue a lógica do IVA ‒ explicada anteriormente neste artigo ‒, permitindo que as empresas usem créditos e paguem o tributo apenas sobre o valor efetivamente gerado na cadeia.
Assim, a CBS promete trazer mais clareza, especialmente para negócios que hoje enfrentam dúvidas constantes sobre cumulatividade, direito a créditos e regimes diferenciados.
A proposta é que a CBS tenha uma alíquota uniforme e regras padronizadas, para que o processo de recolhimento seja mais transparente e previsível.
Na prática, para o empreendedor, isso significa lidar com uma legislação federal única, em vez de acompanhar as infinitas portarias e regulamentos específicos do antigo PIS.
Na prática, o PIS deixa de ter regimes e alíquotas diferenciados (0,65% no regime cumulativo e 1,65% no regime não cumulativo).
A CBS terá uma alíquota única (ainda não definida), aplicada sobre a receita bruta, com possibilidade de aproveitamento de créditos em operações anteriores, seguindo a lógica de um imposto sobre valor agregado.
Em outras palavras, o intuito é eliminar distorções e simplificar o cálculo, evitando dúvidas sobre qual regime aplicar.
Um ponto importante da mudança é o tratamento dos créditos de PIS/PASEP acumulados pelas empresas ao longo dos anos.
Contudo, não se preocupe: a Reforma prevê regras de transição para que esses créditos não sejam perdidos e possam ser utilizados ou compensados.
Esse é um dos motivos pelo qual a mudança para o novo modelo de tributação não acontecerá “do dia para a noite”.
A Reforma Tributária instituiu um período de adaptação justamente para que empresas e órgãos públicos possam ajustar seus sistemas, revisar processos e entender as novas regras.
Esse cronograma de transição estabelece quando o PIS deixa de ser cobrado e quando a CBS passa a valer plenamente, evitando rupturas bruscas na arrecadação e na rotina das empresas.
Sendo assim, o ano de 2026 será de testes, com uma cobrança de apenas 0,9% de CBS (que poderá ser compensada com o PIS e a Cofins devidos). A extinção definitiva do PIS e a entrada integral da CBS estão previstas para 2027.
É importante ressaltar que a substituição do PIS pela CBS afeta praticamente todas as empresas do país.
Afinal, o tributo como conhecemos hoje incide sobre a receita da maior parte das atividades econômicas brasileiras.
Contudo, esse impacto será sentido de formas distintas a depender do porte, do regime tributário e do setor em que a empresa atua.
Dessa forma, enquanto alguns negócios podem perceber mais clareza e facilidade nos cálculos, outros passarão por ajustes bastante relevantes, principalmente no que diz respeito à alíquota e ao aproveitamento de créditos.
Para quem é MEI ou optante pelo Simples Nacional, a mudança tende a ser mais suave.
Já que esses regimes já funcionam com recolhimento unificado e simplificado, o que significa que a CBS não será paga separadamente.
Em vez disso, o novo tributo será incorporado ao próprio DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), sem alterar a rotina de emissão de guias.
Ainda assim, é possível que ajustes aconteçam, principalmente na composição das alíquotas internas do Simples e na forma como o valor total será distribuído entre os tributos federais.
Ou seja:
Contudo, empresas do Simples podem optar por aderir ao novo modelo de IVA Dual e aproveitar o novo sistema de créditos tributários.
Já para quem está no Lucro Presumido ou no Lucro Real, as mudanças são bem mais significativas.
Entenda as diferenças no impacto das mudanças por setor:
A discussão da alíquota ganhou força principalmente no setor de serviços porque esse é o campo em que o impacto pode ser mais sensível.
Diferentemente da indústria e do comércio, o ramo de serviços não consegue gerar tantos créditos para compensar o imposto.
Assim, qualquer aumento na alíquota pode se traduzir em maior custo direto.
Por esse motivo, associações empresariais e organizações setoriais pressionam o Governo por regras diferenciadas ou compensações específicas, para evitar que a reforma provoque aumento desproporcional da carga tributária nesse segmento.
Com a chegada da CBS e o fim gradual do PIS no formato atual, as empresas precisam se organizar para manter a conformidade fiscal e evitar problemas na transição.
Mais do que acompanhar a legislação, será necessário revisar processos internos e atualizar ferramentas de gestão para evitar riscos fiscais e garantir conformidade.
Um dos primeiros passos é revisar os cadastros de produtos e serviços. Incluindo:
Essa etapa é essencial porque a CBS funcionará como um imposto sobre valor agregado. Consequentemente, qualquer erro nos cadastros pode comprometer a apuração correta e dificultar o aproveitamento de créditos.
Com a substituição do PIS pela CBS, as empresas vão enfrentar um período de ajustes fiscais e operacionais.
Por isso, é necessário contar com um sistema de gestão empresarial (ERP) atualizado e completo.
Assim, torna-se possível ajustar processos com precisão e garantir que as rotinas fiscais internas estejam alinhadas ao novo modelo de tributação.
Dessa maneira, você reduz riscos, garante mais precisão nas apurações e evita retrabalhos que costumam surgir quando mudanças legais entram em vigor.
O GestãoClick, por exemplo, é um ERP que, além de acompanhar de perto as atualizações da Reforma Tributária, também já está se preparando para simplificar essa transição.
Assim, ele está se adaptando para que o empreendedor possa manter cadastros organizados corretamente, aplicar as regras fiscais corretamente e emitir notas fiscais eletrônicas dentro dos novos padrões de tributação.
Além disso, centraliza informações financeiras, fiscais e operacionais no mesmo sistema, gera relatórios inteligentes e conecta áreas como vendas, compras, estoque e financeiro, tornando a adaptação ao novo regime muito mais segura e eficiente.
É possível testar o ERP GestãoClick de forma gratuita por 10 dias, sem compromisso e sem cadastro de dados de pagamento.
Até aqui, você provavelmente já deve ter percebido que, com a transição do PIS para CBS a partir do ano de 2026, as empresas devem agir preventivamente.
Mas por onde começar a preparar uma empresa para essas mudanças? Exatamente para facilitar esse processo, montamos um checklist prático que tem o objetivo de ajudar empresas a se anteciparem às novas regras e evitarem problemas com o fisco.
Primeiramente, antes de realizar qualquer ajuste, confirme qual o regime tributário do seu negócio (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real) e certifique-se de que ele ainda faz sentido mesmo com a chegada das novas regras.
Essa análise é essencial para entender de que maneira a CBS vai impactar sua forma de apuração.
Verifique se os códigos fiscais (NCM, CFOP, CST) estão corretos e atualizados. Erros nesses cadastros podem comprometer a apuração da CBS e dificultar o aproveitamento de créditos.
Sendo assim, uma base atualizada evita erros na emissão de notas e reduz o risco de inconsistências nas obrigações acessórias.
Verifique se o ERP utilizado e o seu contador já estão preparados para trabalhar dentro da nova estrutura da Reforma Tributária.
Essa atualização é fundamental para que os cálculos e processos fiscais continuem funcionando de forma fluida durante a transição.
Reunir notas fiscais, comprovantes, declarações e outros documentos fiscais recentes ajuda a corrigir pendências rapidamente e identificar inconsistências.
Além disso, esse arquivo também serve como referência para comparar a apuração antes e depois das mudanças, mapeando de forma mais fácil as diferenças entre um modelo e outro para a realidade financeira da sua empresa.
Analise cláusulas contratuais que envolvem preços, repasses de tributos e condições de pagamento.
A CBS pode alterar custos e margens, exigindo renegociações. Portanto, fique atento a isso antes das mudanças entrarem em vigor.
Com a nova lógica de cálculo, algumas atividades podem passar a gerar créditos maiores ou menores e até mesmo resultar em débitos.
Assim, identificar esses pontos com antecedência ajuda a garantir mais previsibilidade no fluxo de caixa, prevendo impactos e permitindo ajustes de estratégias financeiras.
E atenção: se sua empresa opera em regimes diferenciados (ex: Zona Franca de Manaus, setor de combustíveis etc.), estude como a CBS se aplicará a essas regras específicas para poder se preparar.
Capacite colaboradores das áreas fiscal, contábil e administrativa para entenderem detalhadamente as novas regras.
Treinamentos online ou presenciais, materiais para leitura (e-books, blogs, entre outros), videoaulas, palestras e workshops internos são ferramentas muito valiosas para garantir que todos estejam alinhados com as mudanças tributárias.
Além disso, a integração com tecnologia, como o uso de um ERP que está se atualizando, como o GestãoClick, garante que a transição seja mais suave, com processos automatizados e, consequentemente, redução de erros humanos.
O material a seguir é gratuito e pode ajudar (e muito!) sua equipe a se preparar para as mudanças da Reforma Tributária: Tudo sobre a Reforma Tributária 2025: e-book completo + Papo de Negócio com especialista
Antes de valer oficialmente, simule emissões de NFs com o novo modelo.
Esses testes ajudam a identificar erros, ajustar processos e garantir que tudo estará funcionando corretamente no dia em que as mudanças começarem a valer.
Aproveite: a emissão de notas fiscais é liberada e ilimitada durante o teste gratuito do GestãoClick.
Conteúdo produzido pela equipe editorial da GestãoClick.
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