Reforma Tributária7 coisas que um ERP faz pela sua empresa na Reforma Tributária
Reforma Tributária já começou a impactar empresas. Veja como um ERP pode evitar erros fiscais, retrabalho e perda de dinheiro.

Reforma Tributária e Páscoa 2026 colocam a confeitaria diante de um novo cenário: crescer já não é suficiente. Agora é preciso crescer com gestão.
Os números mostram que o mercado está aquecido. As vendas no varejo durante a semana da Páscoa cresceram 6,4% em relação a 2024, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), registrando o melhor desempenho para a data desde 2019.
No varejo alimentício especializado, que inclui chocolaterias e docerias, o avanço foi ainda maior: 10,2%.
Ou seja, há demanda, há oportunidade e há espaço para faturar mais. Mas é justamente esse crescimento que exige mais organização.
Com o início do período de transição da Reforma Tributária em 2026, a combinação entre aumento de vendas, maior exigência fiscal e variação de custos transforma a Páscoa no teste mais estratégico da confeitaria.
Quem se preparar agora tende a aproveitar o crescimento com margem saudável. Quem não se organizar pode vender mais e lucrar menos.
Vem com a gente entender os impactos da Reforma Tributária para as confeitarias e como se preparar para a época de maior movimento para o seto!
A Reforma Tributária deixa de ser um tema distante em 2026 e passa a fazer parte da rotina operacional da confeitaria.
Com o início da transição para o novo modelo de tributação sobre o consumo, previsto na Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentado pela Lei Complementar nº 214/2025, o empreendedor do setor alimentício precisará lidar com mudanças que impactam diretamente a formação de preços, a gestão de estoque e a margem de lucro.
A substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI por dois novos impostos principais, a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), altera a lógica de apuração e crédito. Além disso, o Imposto Seletivo surge como um componente adicional que pode elevar a carga sobre determinados produtos.
Para a confeitaria, o desafio não está apenas na mudança de nomes dos tributos, mas na convivência de diferentes tratamentos fiscais dentro do mesmo negócio.
Vem com a gente entender melhor sobre isso.
A partir de 2026, começa oficialmente o período de transição para o novo sistema tributário sobre o consumo.
O modelo passa, então, a adotar um IVA dual, composto pela CBS (de competência federal) e pelo IBS (de competência estadual e municipal), ambos estruturados sob a lógica da não cumulatividade plena.
Na prática, isso significa que a empresa poderá se creditar do imposto pago na compra de insumos, desde que esses créditos estejam corretamente registrados e classificados.
Para a confeitaria, essa mudança exige maior controle sobre:
Nesse sentido, a transição cria um cenário híbrido: regras antigas ainda convivendo com a implementação gradual do novo sistema. E essa convivência tende a aumentar a complexidade operacional no curto prazo.
💡Leia mais: 10 erros na transição da Reforma Tributária que custam caro para sua empresa
Um dos pontos mais sensíveis para o setor alimentício é a definição de quais produtos terão alíquota zero, redução parcial ou alíquota padrão.
Itens considerados essenciais na Cesta Básica Nacional poderão ter alíquota zero de CBS e IBS. Outros alimentos podem contar com redução parcial. Já produtos com maior valor agregado ou fora da lista de essenciais estarão sujeitos à alíquota padrão.
Para a confeitaria, isso cria um cenário de múltiplas realidades dentro da mesma operação:
O impacto direto aparece na ficha técnica e na precificação. Dois produtos semelhantes, com pequenas variações de composição ou posicionamento, podem ter tratamentos tributários diferentes.
Por isso, sem organização por categoria fiscal, a margem pode ser distorcida sem que o empreendedor perceba.
Além da CBS e do IBS, o Imposto Seletivo entra como um tributo adicional aplicado a produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Embora o foco principal recaia sobre bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros, o efeito pode ultrapassar a venda direta desses itens.
Se a confeitaria comercializa bebidas alcoólicas, por exemplo, poderá enfrentar aumento de carga tributária. Mesmo quando não há incidência direta, pode haver impacto indireto na cadeia produtiva, elevando custos de determinados insumos ou itens revendidos.
O ponto estratégico é entender que o Imposto Seletivo não afeta apenas quem vende esses produtos, mas também quem depende de um mix diversificado para compor receita e atratividade de loja.
Em um período sazonal como a Páscoa, qualquer variação de custo pode alterar significativamente a margem projetada.
Depois de entender as mudanças estruturais do novo modelo tributário, a pergunta que realmente importa para a confeitaria é: onde isso afeta a operação no dia a dia?
Em 2026, o impacto não aparece apenas na legislação. Ele começa a influenciar decisões estratégicas ligadas à formação de preço, à organização do estoque e ao aproveitamento correto dos créditos tributários previstos no novo sistema.
Ou seja, o desafio não é apenas cumprir regra, mas, sim, manter margem em um cenário mais técnico e mais detalhado.
Com a implantação gradual do novo modelo, os produtos passam a conviver com diferentes tratamentos tributários dentro da mesma operação. Isso exige que a formação de preço considere não apenas custo de ingrediente e mão de obra, mas também o enquadramento fiscal de cada item.
Na prática, isso significa que:
Nesse cenário, a consequência direta está na margem. Dois produtos visualmente semelhantes podem ter composições fiscais diferentes e, portanto, resultados financeiros diferentes.
Sem essa análise, o risco não é apenas errar no preço, mas comprometer a rentabilidade da Páscoa inteira.
O novo modelo exige maior precisão na classificação fiscal dos produtos. E essa situação afeta diretamente o controle de estoque.
A confeitaria passa a precisar:
E isso não é apenas uma obrigação formal. A organização do estoque passa a influenciar diretamente a capacidade de calcular margem real e de aproveitar créditos tributários.
Ou seja, um cadastro feito de maneira errada pode gerar distorção na análise financeira. E essa distorção costuma aparecer tarde demais.
Um dos pilares do novo modelo é a não cumulatividade plena.
Em termos práticos, isso significa que o imposto pago na aquisição de insumos pode gerar crédito a ser compensado nas etapas seguintes da cadeia, desde que atendidos os requisitos legais.
Para a confeitaria, isso exige:
O crédito tributário, então, deixa de ser apenas um conceito contábil e passa a ser parte da estratégia de margem.
Por isso, quem não organiza essa estrutura desde o início pode perder oportunidades de compensação desses créditos ou mesmo de enfrentar inconsistências no futuro.
A Reforma Tributária prevê tratamento favorecido para determinados produtos alimentícios, especialmente aqueles incluídos na Cesta Básica Nacional ou na chamada Cesta Básica Estendida.
Em alguns casos, a redução pode chegar a 100% da alíquota de CBS e IBS. Já em outros, a redução é parcial.
À primeira vista, isso pode gerar a impressão de que haverá aumento automático de margem. Mas, na prática, o impacto depende de como a operação está organizada, especialmente quando a empresa comercializa produtos com tratamentos tributários diferentes dentro do mesmo negócio.
Sendo assim, a redução da alíquota no produto final não significa, necessariamente, aumento imediato de lucro. Ela precisa ser analisada dentro da lógica de crédito, custo e composição do mix.
Vem com a gente entender melhor sobre isso!
Quando um produto tem alíquota zero de CBS e IBS significa que não haverá incidência desses tributos na venda. No entanto, os insumos utilizados na produção podem ter sido adquiridos com incidência normal de imposto.
Como o novo modelo adota a lógica da não cumulatividade plena com crédito financeiro, a empresa pode ter direito ao aproveitamento do imposto pago nas etapas anteriores, mas esse aproveitamento depende de controle adequado e do cumprimento das regras de vinculação.
Assim, em outras palavras, se a confeitaria não tiver organização suficiente para identificar corretamente os créditos relacionados aos insumos utilizados, o benefício previsto na legislação pode não se converter integralmente em resultado financeiro.
Ou seja: o benefício existe na norma, mas a eficiência na captura desse benefício depende da gestão.
A complexidade aumenta quando a confeitaria vende produtos com tratamentos tributários distintos. Por exemplo:
Nesses casos, é necessário dividir corretamente os créditos de insumos e despesas comuns, como energia elétrica, gás ou embalagens utilizadas em diferentes categorias de produtos.
O modelo de crédito financeiro, nesse caso, exige que o aproveitamento esteja relacionado à atividade econômica da empresa. Quando os insumos são compartilhados entre produtos com tratamentos distintos, o rateio precisa seguir critérios consistentes.
Sem metodologia clara, há um grande risco de aproveitar risco de forma indevida ou de deixar de aproveitar crédito que é de direito da empresa.
Em ambos os cenários, haverá um impacto na margem e na conformidade.
💡 Leia também: Alíquotas da Reforma Tributária: o que já se sabe e o que será definido
Com a Reforma Tributária, nem todos os produtos vão ter o mesmo tratamento de imposto. Alguns podem ter imposto reduzido ou zerado. Já outros vão pagar a alíquota padrão.
Isso significa que dois produtos parecidos podem ter impactos diferentes no lucro.
Por exemplo:
Se o empreendedor não souber exatamente qual é o enquadramento de cada item, ele pode calcular o preço achando que está ganhando uma margem, quando, na verdade, o lucro é menor.
E é aqui que entra a ficha técnica. Ela não serve só para calcular ingrediente e custo de produção. Agora ela também precisa ajudar a organizar:
Quando isso não está organizado, o preço pode ser definido errado. E quando o preço é definido errado, a margem da Páscoa inteira pode ser afetada.
Sendo assim, a Reforma Tributária não obriga a confeitaria a vender mais caro. Mas exige que ela saiba exatamente quanto está ganhando em cada produto.
Afinal, sem essa clareza, o risco não é pagar mais imposto. É perder lucro sem perceber.
Imagine que uma confeitaria venda dois produtos na Páscoa:
Os dois têm praticamente o mesmo custo de produção:
Custo total aproximado: R$ 35.
Até aqui, parecem iguais.
Agora considere o seguinte cenário previsto na nova legislação: o Produto A está enquadrado na alíquota padrão, enquanto o Produto B está enquadrado em categoria com tratamento tributário favorecido, conforme a lista oficial da Cesta Básica Nacional ou Estendida.
Isso já pode gerar diferença na margem.
Mas existe um segundo ponto que muitos empreendedores não percebem: o tratamento tributário dos insumos também pode influenciar o resultado final.
Suponha que, para produzir o Produto A, a confeitaria utilize um insumo que esteja na Cesta Básica Nacional com alíquota zero.
Nesse caso, a compra desse insumo não terá incidência de CBS e IBS. Mas, como não houve imposto pago na etapa anterior, também não haverá crédito para compensar na venda.
É o famoso “o barato que sai caro”: você não paga imposto na compra da farinha (alíquota zero), mas na hora de vender o bolo gourmet, o governo não te dá nenhum “cupom de desconto” (crédito) para abater no imposto da venda.
Ou seja, você não tem crédito daquele insumo para reduzir o imposto devido na venda.
Se o Produto A estiver sujeito à alíquota padrão na venda, a confeitaria pagará o imposto integral sobre ele, mas sem ter crédito referente àquele insumo específico.
Já se outro produto utilizar insumos com tributação normal (que geram crédito), o impacto pode ser diferente.
Isso não significa aumento automático de imposto. Significa, apenas, que a combinação entre enquadramento do produto final, tributação dos insumos utilizados e o direito ao crédito previsto na legislação pode sim alterar o resultado financeiro no final.
Por isso, dois produtos com o mesmo custo aparente podem ter margens diferentes depois de considerado o efeito tributário.
A Reforma Tributária não exige que o empreendedor vire especialista em lei, mas ela cobra que ele saiba que o enquadramento do produto e dos insumos pode influenciar a conta final.
A Páscoa sempre foi um período decisivo para a confeitaria. É quando muitos negócios concentram boa parte do faturamento do semestre e, também, quando o erro na formação de preço pode comprometer o resultado do ano inteiro.
Em 2026, esse risco se torna ainda mais sensível. A combinação entre mudanças tributárias, oscilação de insumos e pressão entre os concorrentes pode afetar a margem de forma silenciosa.
O problema é que o impacto nem sempre aparece no momento da venda. Muitas vezes ele só é percebido no fechamento do mês.
Além das mudanças no sistema tributário, a confeitaria enfrenta um fator que foge completamente ao controle do empreendedor: a volatilidade dos preços dos insumos.
Volatilidade significa variação frequente de preço. Ou seja, o valor de um produto pode subir ou cair em pouco tempo, muitas vezes por fatores externos como clima, produção mundial ou câmbio.
O cacau é um exemplo claro. Nos últimos anos, o preço da matéria-prima passou por oscilações relevantes no mercado internacional, influenciado por questões climáticas em grandes países produtores e ajustes na oferta global.
Mas não é só o cacau. Outros insumos também podem variar, como:
Quando esses custos sobem perto da Páscoa, o impacto pode não ser percebido imediatamente, principalmente se o empreendedor mantiver o mesmo preço baseado em custos antigos.
E quando a variação de insumo se soma às mudanças na estrutura tributária, o risco de margem apertada aumenta.
Muitos empreendedores ainda formam preço da seguinte forma:
Custo do produto + porcentagem de lucro = preço final.
Essa é a chamada precificação tradicional, que funciona quando o cenário é estável, mas deixa de ser suficiente quando há:
Já a precificação estratégica considera não apenas o custo de produção, mas também:
Ou seja, em vez de aplicar uma margem fixa para todos os produtos, o empreendedor passa a analisar qual produto realmente sustenta o resultado do negócio.
Outro erro comum é confundir margem bruta com lucro efetivo.
Margem bruta é a diferença entre o preço de venda e o custo direto do produto. Ela funciona como um indicador rotineiro, mas ela não considera:
Nesse sentido, em um cenário mais complexo, como o de 2026, olhar apenas para a margem bruta pode dar uma falsa sensação de segurança.
A confeitaria pode vender muito e ainda assim perceber, no final do período, que o resultado ficou abaixo do esperado.
Por isso, o risco invisível da Páscoa não está apenas na venda, mas também na diferença entre o que parece lucro e o que realmente sobra no caixa.
Em 2026, formar o preço do ovo de Páscoa não pode ser apenas “custo + lucro”. É preciso, além de tudo, considerar também o enquadramento tributário e o impacto dos créditos.
Para ajudar você nesse processo, trouxemos um passo a passo simples e aplicável para essa situação.
Vem com a gente!
Primeiro, descubra quanto realmente custa produzir cada ovo.
Nesse cálculo, inclua:
Exemplo simples:
Chocolate: R$ 18
Recheio: R$ 7
Embalagem: R$ 5
Mão de obra: R$ 10
Custo total = R$ 40
Para esse caso, devemos usar a fórmula básica de cálculo de custo:
Custo total = soma de todos os custos diretos + custos variáveis proporcionais
Sem esse número exato, qualquer preço é chute. E chute é trabalhar no escuro quando o assunto é gestão de negócios.
Agora vem a parte nova de 2026, que entra com a Reforma Tributária.
Você precisa saber:
Essa classificação depende da legislação e do apoio do contador.
Mas, você pode estar se perguntando: no final, por que isso importa? Porque o tratamento tributário pode alterar a margem líquida, mesmo que o custo culinário seja igual.
Aqui está o ponto estratégico.
Não vamos usar percentual específico aqui nesse exemplo, mas o raciocínio é simples.
Suponha que:
Custo do ovo de Páscoa = R$ 40
Preço de venda pretendido = R$ 70
Margem bruta aparente, nesse caso, é:
70 – 40 = R$ 30
Mas, agora, considere que haverá incidência de IBS e CBS na venda.
Se houver imposto a recolher, e se parte dos insumos não gerar crédito, a margem líquida pode ser menor que R$ 30.
A lógica é:
Margem líquida = Preço de venda – Custo total – Impacto tributário efetivo
Mesmo sem saber o percentual exato, o empreendedor precisa simular:
Essa simulação pode ser feita com apoio contábil ou um sistema de gestão que acompanha o dia a dia da empresa e realiza o controle financeiro do negócio.
💡Leia também: O que é ERP? Guia completo de como funciona
💡O papel do ERP na Reforma Tributária: guia prático para atravessar a transição fiscal
Depois da simulação, você pode perceber três situações:
Exemplo prático:
Se, após considerar o impacto tributário, a margem cair de R$ 30 para R$ 22, você precisa decidir:
Precificar em 2026 não é só aplicar percentual fixo. É, principalmente, projetar cenário antes de colocar o produto na vitrine.
A Reforma Tributária e a volatilidade dos insumos não criam apenas um desafio operacional. Elas criam um teste estratégico.
Em 2026, muitas confeitarias vão vender bem na Páscoa. A diferença estará em quem consegue transformar essa venda em resultado real.
Dessa forma, o cenário imposto pela Reforma Tributária separa dois perfis de negócio: os que apenas reagem e os que se antecipam.
Diante de qualquer mudança tributária, a reação mais comum é aumentar o preço.
Se o custo sobe, repassa. Se o imposto muda, repassa. Se o fornecedor reajusta, repassa.
O problema é que o mercado nem sempre aceita esse repasse na mesma proporção. Assim, quando o preço sobe sem análise estratégica, podem acontecer três situações:
Ou seja, repassar o imposto para o seu consumidor não é estratégia, é apenas reação. E, em um mercado competitivo como o da Páscoa, apenas reagir pode significar perder espaço.
Já o segundo perfil age de forma diferente: antes de definir o preço final, ele para e faz contas.
Para isso, ele analisa quanto realmente custa produzir cada unidade, verifica o enquadramento tributário aplicável, estima o impacto real na margem e projeta o volume necessário para atingir a meta de lucro.
Essa confeitaria entende que o preço não é apenas um número colocado na etiqueta, mas uma decisão estratégica que influencia todo o resultado da Páscoa.
Ao simular cenários com antecedência, o empreendedor pode perceber que determinado produto precisa de ajuste na receita para melhorar a rentabilidade, que outro item pode se tornar destaque por apresentar margem mais saudável, ou até que vale mais a pena priorizar kits e versões menores para equilibrar o caixa.
No final de todo esse processo, simular antes de vender faz com que você não tenha que corrigir erro depois.
No novo cenário, entender custo deixa de ser diferencial e passa a ser obrigação.
Mas não estamos falando apenas de saber quanto custa o chocolate ou a embalagem. Estamos falando de compreender a estrutura completa do negócio:
É essa visão ampla que realmente separa quem apenas sobrevive de quem cresce.
A confeitaria que conhece seus números consegue decidir com mais segurança, ajustar preços sem perder competitividade e escolher com mais critério quais produtos devem ganhar destaque na Páscoa.
Assim, em vez de reagir ao cenário e de confiar apenas no volume de vendas, ela se antecipa e protege a margem mesmo em um ambiente instável.
Durante muito tempo, gestão significou apenas organizar contas e registrar vendas. Em 2026, com a Reforma Tributária, isso não será suficiente.
Com a Reforma Tributária e a variação constante de insumos, a confeitaria que apenas registra o que aconteceu ficará sempre reagindo. A que integra informações consegue decidir antes.
Gestão deixa de ser controle do passado e passa a ser ferramenta de projeção do futuro.
Um dos maiores erros na pequena empresa é tratar áreas como se fossem independentes.
A venda acontece de um lado. O estoque é controlado em outra planilha. A parte fiscal fica com o contador.
Essa realidade, por si só, já pode causar muita confusão no dia a dia. Mas, no novo cenário, essas informações precisam conversar.
Afinal, quando vendas, estoque e enquadramento fiscal estão integrados, o empreendedor consegue enxergar:
Sem integração, a decisão é baseada em sensação. Já com integração, a decisão é baseada em dados.
A Páscoa concentra compras, produção e vendas em poucas semanas. E, diferentemente de outros períodos do ano, o erro não pode ser diluído ao longo dos meses seguintes.
Simular antes significa fazer perguntas objetivas, como:
Essa análise não é adivinhação: é organização.
Quando o empreendedor testa esses cenários antes de definir preços e volumes de produção, ele consegue diminuir o risco de descobrir o problema apenas no fechamento do caixa.
Nesse período de Páscoa, não é preciso acompanhar dezenas de relatórios, mas alguns números são decisivos para que a Páscoa 2026 traga lucro, e não surpresa.
Para ajudar você, separamos os principais indicadores que você deve acompanhar para ter certeza de que está no caminho certo!
💡Leia também: Principais indicadores gerenciais na transição da Reforma Tributária
Margem por produto mostra quanto realmente sobra em cada item vendido.
Para isso, o cálculo é simples:
Margem = Preço de venda – Custo total – Impacto tributário
Por exemplo:
Se um ovo custa R$ 40 para produzir e é vendido por R$ 70, a margem bruta aparente é R$ 30. Porém, se houver impacto tributário efetivo e despesas variáveis, o valor que realmente sobra pode ser ainda menor.
E por que isso importa na Páscoa? Porque nem todo produto do catálogo precisa vender muito. Alguns sustentam o lucro, enquanto outros atraem cliente.
Saber a margem por produto ajuda a decidir:
💡 Leia mais: Margem de contribuição: como calcular?
💡Conheça também: Margem de Lucro: o que é e como calcular?
Produzir em lote ajuda a organizar os custos. Mas o preço é definido com base no custo por unidade.
Primeiro, você soma tudo o que gastou para produzir um lote, por exemplo:
Para produzir 50 ovos, você gasta:
Custo total do lote = R$ 2.000
Agora divida pelo total produzido:
Custo por unidade = 2.000 ÷ 50 = R$ 40
Esse é o número que deve ser usado na formação de preço.
Na Páscoa, quando o volume aumenta, pequenos erros no custo unitário podem gerar grandes perdas.
Com diferentes tratamentos previstos na legislação, é importante saber em qual categoria cada produto se enquadra.
Isso permite entender:
Não é necessário dominar a lei, mas é muito importante saber que dois produtos semelhantes podem ter resultados diferentes por causa do enquadramento tributário.
Essa informação ajuda a equilibrar o catálogo e proteger o lucro.
Fluxo de caixa é o controle do dinheiro que entra e sai.
Na Páscoa, geralmente o dinheiro sai antes por meio de:
E depois ele retorna quando as vendas acontecem.
Nesse caso, projetar o fluxo de caixa significa estimar:
Entradas previstas – Saídas previstas = Saldo projetado
Se você precisa investir R$ 15.000 em insumos antes de começar a vender, precisa saber se o caixa suporta essa antecipação.
Sem projeção, é possível vender muito e ainda assim enfrentar aperto financeiro no meio da produção.
💡Leia mais: Sistema de fluxo de caixa: controle inteligente com o GestãoClick
Para muitas confeitarias, a Páscoa representa o maior pico de faturamento do ano. É quando a produção aumenta, o catálogo cresce e a pressão por resultado também.
Foi justamente nesse período estratégico que Flávia Albuquerque percebeu que continuar crescendo sem estrutura poderia se transformar em risco.
O volume de vendas aumentava, a demanda se expandia, mas a gestão ainda seguia um modelo mais artesanal.
Com a chegada da Reforma Tributária e o início do período de testes em 2026, ela entendeu que o cenário exigiria mais do que boa produção: exigiria organização financeira e fiscal.
A proximidade da Páscoa trouxe uma reflexão importante.
Vender mais não garantia lucro maior. Nesse contexto, a variedade de produtos, o aumento dos pedidos e a necessidade de produzir em escala exigiam controle mais rigoroso de custos e preços.
Além disso, as mudanças no ambiente tributário aumentaram a preocupação com:
Por isso, a percepção foi clara: crescer mantendo a mesma estrutura poderia comprometer o resultado.
Diante desse cenário, Flávia decidiu profissionalizar o negócio de forma definitiva.
Ela fez a transição de MEI para ME com orientação do contador e revisou o enquadramento tributário da empresa.
Além disso, também organizou as finanças, estruturou melhor os processos internos e criou controle mais preciso da produção, especialmente pensando nos períodos de alta demanda como a Páscoa.
Assim, a decisão marcou uma mudança de postura: a confeitaria deixou de operar apenas com foco na produção e passou a operar com foco em gestão.
Com a reorganização, o processo de formação de preço ganhou mais segurança.
Além disso, a visão de custos também ficou mais clara, a emissão de notas passou a ocorrer de forma estruturada e os controles de estoque e de produção reduziram improvisos típicos de períodos sazonais.
Dessa forma, o impacto não foi apenas operacional. Afinal, a previsibilidade aumentou.
A Páscoa deixou de ser um período de “torcer para dar certo” e passou a ser um ciclo planejado, com controle financeiro e acompanhamento de margens.
Ou seja, mais do que vender mais, o foco passou a ser vender com organização.
Como vimos, a Páscoa de 2026 exige mais do que criatividade e produção em escala. Ela exige, antes de tudo, organização.
Com a Reforma Tributária em andamento e maior exigência de controle fiscal, alguns ajustes simples podem evitar erros de precificação e proteger sua margem.
Por isso, separamos alguns passos importantes para preparar a sua confeitaria diante dessa realidade.
Veja com a gente o que fazer:
A ficha técnica não serve apenas para calcular ingrediente e custo de produção. Agora, ela também precisa ajudar você a entender o enquadramento tributário do produto.
Por isso, antes da Páscoa, revise:
Mas, lembre-se: preço não pode ser baseado em estimativa. Pequenos erros na ficha técnica podem virar grandes perdas quando o volume aumenta. Por isso, estive os valores de acordo com os gastos reais.
Nem todos os produtos têm o mesmo tratamento tributário. Alguns podem estar sujeitos à alíquota padrão. Já outros podem ter tratamento diferenciado, dependendo da legislação.
Por isso, organize seu catálogo por categoria. Essa separação ajuda você a:
Sem essa organização, dois produtos parecidos podem gerar resultados muito diferentes. E você só descobre isso depois.
Não espere vender para descobrir se o preço estava correto.
Por isso, antes de colocar o produto na vitrine, faça uma simulação simples:
Preço de venda – Custo por unidade – Impacto tributário estimado = Margem projetada
Essa conta mostra se o produto realmente sustenta o lucro esperado. Se a margem ficar apertada, você pode:
Ou seja, simular antes é sempre mais seguro do que corrigir depois.
Com a nova lógica tributária, o controle de estoque deixa de ser apenas operacional e passa a influenciar o resultado financeiro.
Por isso é tão importante:
Quando diferentes produtos utilizam os mesmos ingredientes, pode ser necessário ratear custos de forma adequada para saber o impacto real na margem.
Até porque, sem essa organização, o empreendedor pode perder crédito legítimo ou calcular margem de forma incorreta.
A confeitaria sempre foi um negócio de talento, dedicação e criatividade. Mas, em 2026, isso não será suficiente.
Com a Reforma Tributária em andamento, maior exigência fiscal e variação constante de custos, a diferença não estará apenas em quem vende mais.
Estará em quem sabe gerir melhor.
Existe um perfil de negócio que continua fazendo como sempre fez.
Produz, vende, ajusta o preço quando sente que precisa e espera que o resultado feche positivo no fim do mês.
Esse modelo pode funcionar em períodos estáveis.
Mas se torna arriscado quando:
Depender da sorte significa descobrir o erro apenas depois que ele já impactou o caixa.
Já o segundo perfil age diferente.
Antes de aumentar o preço, ele faz conta. Antes de ampliar o catálogo, realiza a análise de margem. E, antes de produzir em grande escala, faz a projeção do caixa.
Essa é a confeitaria que entende que gestão não é burocracia: é proteção e organização antes de tudo.
Dessa forma, com números organizados, fica mais fácil:
Ou seja, em vez de reagir, ela antecipa.
Com a nova realidade tributária, planilhas separadas começam a gerar risco. Vendas, estoque, custos e emissão de notas precisam conversar entre si.
Quando isso não acontece, o empreendedor até vende bem, mas não sabe exatamente quanto está ganhando.
Dessa forma, um sistema de gestão deixa de ser apenas organização e passa a ser apoio para decisão. Ele permite atualizar custos com mais precisão, acompanhar a margem por produto, organizar o estoque e manter a emissão fiscal correta.
Tudo em um único ambiente.
Nesse sentido, foi ao estruturar a operação com o apoio do ERP GestãoClick que Flávia Albuquerque transformou a Páscoa em um ciclo mais previsível e seguro, com mais clareza sobre custos, preços e resultados.
Em 2026, produzir bem continua sendo essencial. Mas gerir com dados é o que protege o lucro.
Se a sua confeitaria também está crescendo e precisa organizar financeiro, estoque, produção e emissão de notas de forma integrada, está na hora de conhecer o GestãoClick parar dar o próximo passo para atravessar a Páscoa com mais segurança.
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